Jul 6, 2005

[relato] 1o. Workshop sobre Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais

Rescaldo do 1o. Workshop sobre Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais, que se realizou ontem na BN.

Quando recebi o convite, juntamente com mais 8 colegas que também já finalizaram o mestrado em EIBD (Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais), não esperavam encontrar mais do que 20 pessoas. Afinal era um Workshop.

Estava (redondamente) enganada, avaliando pela lotação do auditório da BN. Segundo a lista que se encontrava disponível estavam inscritas 231 pessoas, de norte a sul de Portugal!

Tinha pensado que a minha apresentação (ou modo slideshow, flickr) iria ser uma «conversa» entre colegas sobre estratégias de investigação e uma forma de estabelecer pontes com os trabalhos de colegas que ainda não conhecia. Possibilidade também de identificar outras pessoas que estivessem a preparar o passo seguinte e, qui ça, aumentar o grupo de apoio TET.

No painel da manhã foram apresentados 4 trabalhos de investigação: a Lurdes Saramago, que falou sobre a preservação de recursos digitais, o Pedro Pereira abordou os aspectos de segurança da informação em bibliotecas e arquivos digitais com uma análise ao caso português, o Leonel Alegria incidiu na gestão do conhecimento com um estudo de caso no departamento de pesquisas e intervenção da administração central e o Paulo Leitão abordou a organização da informação em subject gateways.

A pausa para almoço foi um dos pontos altos e o que torna estes eventos, na minha opinião, enriquecedores. Éramos 12 à volta de uma mesa com conversas informais que se cruzavam. Mistura-se o passado em comum com o prazer da descoberta de novas histórias que cada um viveu, desde a última vez que estivémos juntos. Estabelecem-se pontes com novas pessoas e encontramos respostas a questões que (ainda) não tínhamos colocado... tudo debaixo debaixo do grande chapéu que nos une: os estudos de informação.

No painel da tarde, a Emília Pacheco apresentou a sua investigação sobre bibliotecas híbridas, mais concretamente o acesso ao conteúdo das publicações periódicas científicas portuguesas nas bibliotecas universitárias, a Sandra Pinto apresentou os resultados sobre o papel do bibliotecário na gestão e desenvolvimento de colecções digitais: novos procedimentos, novas competências no ambiente digital, a Helena Patrício que apresentou a análise comparativa da aplicação do modelo relacional e do formalismo RDF à modelação de dados legislativos e, a última sessão, com uma síntese do meu trabalho sobre o papel da informação no ciclo de expatriamento: da mobilidade de quadros à mobilidade da informação.

Depois de cada sessão foi perguntado o que é que a realização do mestrado tinha significado para nós, se tinha mudado alguma coisa. Em todas as respostas houve algo de único, de singular, um cunho próprio, mas em todas as respostas que foram dadas foi unânime: o que mudou foi a forma de olhar para as coisas!

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[falta incluir o debate que se seguiu + fotos]

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